terça-feira, 6 de maio de 2014

EMERGENTES

O jantar espera: sopa, de legumes, cogumelos na frigideira, arroz transbordante na pequena caçarola, douradinhos gulosos, e para rematar, bolo de bolacha. Isto para mim é uma descrição vívida de uma imagem culinária, concordam? Tem mão de... tem mãos de mães!

Dos pés os saltos.
Falta-me escrever o passeio dos 40 anos da revolução, a reposição em espaço cosmopolita, as ausências, a alegria da nossa mãe, as notícias em salpicos, mais Teatro, bebés em mais um ano de uma 2a geração de mães.

Amanhã estreamos portanto, como se adivinhava pelas palavras acima: "Menos Emergências" de Ricardo Neves Neves, com texto de Martim Crimp, e a parceria de toda uma vastidão de gente, que pelas 22h estará no Teatro Meridional, de 4a a domingo próximos, só até dia 17.

Garotas bonitas de vestido e bem maquilhadas, garotos tão "apessoados" de camisa, laço ou blaser. Instrumentos vibrantes. Vozes em alegre união. E a cortina, essa também vai muito bem!

terça-feira, 22 de abril de 2014

DESDE QUE SE ACORDA

Constatei portanto que a diferença entre colorido e piroso é pouca,
entre aquele que é gótico ou bruxo é pouca,
entre uma peça de cabedal e um bicho morto ser pouca.
Trata-se sobretudo de uma questão de atitude.

sexta-feira, 21 de março de 2014

BANKING HAIKU

(Today I've found)
Facebook bank called online accounts

*

(Descobri hoje)
O Facebook dos bancários chama-se Conta Online

quarta-feira, 19 de março de 2014

MÃOS DE PAI SÃO PARA AGARRAR

Para entrada, assim começo:
"Como se chamam os cabelos do cavalo?" - pergunto ao pequeno-almoço.
"Cavalitas." - responde-me!

Não é de estranhar. Aquelas cavalitas de pai são as melhores do mundo.
As minhas já não dão. Estão crescidos ambos.

Hoje telefonei ao meu. É feriado municipal em Santarém, já não me lembrava. Daí ouvir o burburinho ao fundo, pelo telefone.
O meu, é o melhor pai do mundo.

E logo a ver se telefono à minha prima. Nascida em São Martinho do Porto a caminho da maternidade, na ambulância. Deve ser por isso que sempre manteve aquele ar meio bronzeado.
E nem de propósito uma fotografia emprestada cá em casa de um bebé especial aos 3 meses, tirada em época balnear na mesma praia no ano de 1978.
Ele há coincidências.

segunda-feira, 17 de março de 2014

SEM PRINCÍPIO NEM FIM

Isto já são horas para não criar olheiras, mas uma vez defronte deste encantador de insectos, custa sair
E o tempo galopa desde o último post e os rabiscos que faço em papéis descartáveis para depois aqui os transcrever
E à volta há de tudo como na farmácia: felicidade, aflição; remediados, desfalcados, desiludidos, impotentes, esperançosos, criativos, assertivos, à beira da desequilíbrio total, solitários, sábios, reflexivos, generosos, românticos, novos, cultos, "pasmacentos", stress-ocupados (e escrevo sem qualquer acordo ortográfico)
É como cortar um novelo de lã em muitas pontas.

domingo, 9 de março de 2014

PÁRA DE LER

E se os dias de sol regressam
E se os milagres acontecem e a eles se lhes cantam os parabéns
E se alguma pessoa próxima não está bem ficas triste com ela
E se aquela era uma andorinha entre os melros e pardais é porque haverá mais Primavera
E se tens saudades, faz por visitar
E se há "bagunça" precisas arrumar
E se não te vêem calça saltos altos
E se não tens cabeça ou olhos para ler, apanha o ar da rua, num miradouro com vista
E se te inquietas, agradece o sorriso que te desarma
E se não estás satisfeita arregaça as calças (que as mangas já estão)
E se achas lamechas, então, pára de ler

E se há morcegos, é o anoitecer

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PETIÇÃO

Começo pela Petição pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa
http://www.gopetition.com/petitions/pela-manuten%C3%A7%C3%A3o-da-cal%C3%A7ada-portuguesa-na-cidade-de-lisboa.html
Veja-se no sítio, datada de Novembro de 2013, adiante.
Sem esquecer que aquilo não é só escorregar, que há cubinhos de pedra (parece granito) a entremear os outros (calcários) para não ser o "espalhanço" geral! Por isso quem está a desfavor desta petição-resposta-à-proposta-adversa, que reconsidere!

Entretanto...
Um dia quis andar de balão, estive quase, numa fila de horas... mas depois acabou-se o gás, literalmente! Pensei em ser calceteira (o corretor automático dá erro, sugere calceteiro, percebem?), também tive propensão para tecedeira, sem esquecer o desenho na primária de cantora depois disfarçado de educadora de infância (será que já disse isto, se me repito, é oficial!), estudei design de comunicação mas designer não me define por completo. O quadriculado irregular, de padrões belíssimos como aquele que incompreensivelmente desapareceu do Terreiro do Paço e que deu lugar a uma praça parcialmente destituída de Portugalidade para ganhar em Europeísmo, com as suas extensas esplanadas separadas por cuidados arbustos simétricos a embelezar uma praça mais funcional e despida; isso faz parte.
Eu quero assim ser, bonita, vistosa e discreta ao mesmo tempo. O Sebastião Rodrigues do design português, que se transmuta na quantidade de gente talentosa actual das artes (se puderem, vão ao Teatro, têm visto a quantidade de projectos bons?), da ciência, da medicina, da engenharia e por aí fora.
Fora, alguns, como neste post de João Tordo em relação a seu pai e que muitos de vós certamente já leram:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/carta-ao-pai-1624299?fb_action_ids=10151905437625060&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B428666027236248%5D&action_type_map=%5B%22og.recommends%22%5D&action_ref_map=%5B%5D
Um meu amigo também vai partir para o Luxemburgo breve, mais um, felicidades a ti :)
(E pela Holanda, já nasceu o pequeno?)
Digo isto e gosto de viajar, de outros destinos. Não é negativismo, nem saudosismo, nem síndrome do sofá, é esperança e cansaço, é o tempo e a escolha das nossas batalhas, daquelas que conseguimos vencer e são muitas, do muito que a mim me ultrapassa por não estar à altura, admito.
Kiev, uma visão renovada de fogo de artifício (!), que a par de cocktails molotov e balas de borracha, nos transportam para estes lados numa previsão que a Europa não conseguiu antever de acordo com a entrevistada radiofónica desta manhã. Onde há pessoas mortas, onde se continua a lutar por contendas que se arrastam.
Etc, etc.

Todos temos trabalho para fazer, seja ele qual for.
E por essa razão me despeço, sem convosco deixar de partilhar um comentário delicioso desta manhã:
"O teu cabelo está um horror. Posso pentear?"