Durante algum tempo, quando ainda me dedicava um pouco mais activamente ao design gráfico, pensava que tanto tempo a clicar num rato, frente a um computador, resultava num somatório de horas e trabalho que não fosse a lucidez da memória armazenada, ninguém teria provas disso mesmo.
Quero dizer, bastava uma impaciência e carregar no botão errado, ou queimar o monitor, ou uma falha no pico da corrente ou qualquer outra excentricidade e lá se caminhava em sentido inverso.
Actualmente, e como desmultiplicadora de tarefas, todos o somos, vejo-me enquanto produtora de um projecto teatral em mãos, a produzir tempo de e-mails pensados, reescritos e reenviados, de telefonemas. Algo contabilizado, ou por outra, registado, nas indicações rabiscadas e reuniões presenciais.
Assim, eu produzo, mas o meu produto não é imediato.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
A CULTURA TEM PERNAS
Hoje domingo dia 5 de Fevereiro, a uma escassa hora do início da semana de trabalho e das aulas, um dia após a estreia acerca da qual ainda não me sentei a escrever, hoje, foi dia de cultura.
Do Cais do Sodré até Belém, da estação ferrovária ao edifício novo MAAT, com vento, sol e uma fila de gente disposta a aproveitar os últimos dias de entrada livre, lá dentro singulares e famílias com os miúdos a saltitar em cima das bolas. Depois, de caminho para os jardins de Belém para a pausa para almoço. Do outro lado da rua espreitou-se e havia fila para os Pastéis de Belém, mas nem nos aventurámos, que ao pé do Largo Camões os novos pastéis de nata também têm fama de ser bons (A Manteigaria).
Fizémos o caminho inverso e apeámo-nos no recente edifício do Museu dos Coches, gigante, com um espaço térreo/de entrada cujo sentido de orientação e aproveitamento não entendo, e logo imediatamente à seguida da entrada, uma exposição temporária de fotografia cujos observadores ironicamente bloqueavam a passagem na sua quase totalidade!
Se a mecânica dos elevadores interessa, no primeiro piso, já lá dentro, estamos perante um museu amplo, com um interior com belas janelas rasgadas para a paisagem exterior, belos coches ornados a ouro, brasonados, de detalhes luxuosos, e outras quantas singularidades.
De regresso, ainda tive coragem para aproveitar a obra de Amadeo de Souza-Cardoso no MNAC no Chiado, mas deixei a família seguir. E ainda bem que o fiz, pois a fila simpática só até ao início da exposição demorou uns minutos para lá dos 60, e depois dessa hora, continuava a haver fila para as diversas salas. Gostei das pinturas e dos desenhos a tinta da china, belíssimos.
Finalmente quando cheguei a casa, depois de me aviar no supermercado... descansei!
Do Cais do Sodré até Belém, da estação ferrovária ao edifício novo MAAT, com vento, sol e uma fila de gente disposta a aproveitar os últimos dias de entrada livre, lá dentro singulares e famílias com os miúdos a saltitar em cima das bolas. Depois, de caminho para os jardins de Belém para a pausa para almoço. Do outro lado da rua espreitou-se e havia fila para os Pastéis de Belém, mas nem nos aventurámos, que ao pé do Largo Camões os novos pastéis de nata também têm fama de ser bons (A Manteigaria).
Fizémos o caminho inverso e apeámo-nos no recente edifício do Museu dos Coches, gigante, com um espaço térreo/de entrada cujo sentido de orientação e aproveitamento não entendo, e logo imediatamente à seguida da entrada, uma exposição temporária de fotografia cujos observadores ironicamente bloqueavam a passagem na sua quase totalidade!
Se a mecânica dos elevadores interessa, no primeiro piso, já lá dentro, estamos perante um museu amplo, com um interior com belas janelas rasgadas para a paisagem exterior, belos coches ornados a ouro, brasonados, de detalhes luxuosos, e outras quantas singularidades.
De regresso, ainda tive coragem para aproveitar a obra de Amadeo de Souza-Cardoso no MNAC no Chiado, mas deixei a família seguir. E ainda bem que o fiz, pois a fila simpática só até ao início da exposição demorou uns minutos para lá dos 60, e depois dessa hora, continuava a haver fila para as diversas salas. Gostei das pinturas e dos desenhos a tinta da china, belíssimos.
Finalmente quando cheguei a casa, depois de me aviar no supermercado... descansei!
sábado, 28 de janeiro de 2017
AO FUNDO O CICLORAMA
Hoje é o ensaio ante_piano, o último com o piano, antes da orquestra, todos com figurinos, cantores, figurantes, coro.
As peças vão-se compondo neste grande puzzle orquestrado pelo encenador Graham Vick, sob o trabalho atento de quem está em cena e de quem a cria nos bastidores.
*
P.S. Ontem descobri que o Ciclorama do TNSC tem estrelas incorporadas; luzes secretas para fazer céus estrelados, ainda que não os haja em ANNA BOLENA, mas talvez haja outros elementos...
As peças vão-se compondo neste grande puzzle orquestrado pelo encenador Graham Vick, sob o trabalho atento de quem está em cena e de quem a cria nos bastidores.
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P.S. Ontem descobri que o Ciclorama do TNSC tem estrelas incorporadas; luzes secretas para fazer céus estrelados, ainda que não os haja em ANNA BOLENA, mas talvez haja outros elementos...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
MULHER DE HENRIQUE _ TEATRO NACIONAL SAO CARLOS
Prova de figurinos para a figuração da próxima e muito aguardada
Ópera do Teatro Nacional de São Carlos _ ANNA BOLENA
Na foto, uma das criadas, simbolizando uma das 6 mulheres de Enrico VIII
http://tnsc.pt/temporada-lirica-teatro-nacional-de-sao-carlos-2016-2017-anna-bolena/
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
CINEMAX PELA NOITE DENTRO
À noite, quando o frio permite uma breve pausa no sofá com uma manta, chávena de chá na mão e perto do aquecedor, é porque é noite de, das duas uma:
ou esperar pelo Cinemax na RTP2 que começa às 00:30 e no dia a seguir ir trabalhar de olheiras
ou gravar o programa e esperar que não haja uma falha de energia inoportuna e inexplicável
E o que é que acontece hoje em particular, poderão querer saber. Hoje, e espero muito sinceramente ter ouvido bem e ser esta a 4a feira, os criadores Henrique Costa e Hugo Passarinho vão aparecer no programa para falarem um pouco acerca da sua curta de animação "O CANDEEIRO"; feita nos momentos livres a partir de uma ideia de há um montão de anos atrás, muitas horas de trabalho depois.
ou esperar pelo Cinemax na RTP2 que começa às 00:30 e no dia a seguir ir trabalhar de olheiras
ou gravar o programa e esperar que não haja uma falha de energia inoportuna e inexplicável
E o que é que acontece hoje em particular, poderão querer saber. Hoje, e espero muito sinceramente ter ouvido bem e ser esta a 4a feira, os criadores Henrique Costa e Hugo Passarinho vão aparecer no programa para falarem um pouco acerca da sua curta de animação "O CANDEEIRO"; feita nos momentos livres a partir de uma ideia de há um montão de anos atrás, muitas horas de trabalho depois.
http://ocandeeiro.site/
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