segunda-feira, 24 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
VERY LIGHT
De very light em very light, a vida é uma eterna cacofonia, composição vibrante, cheia de luzes e sombras, manchas, relevos e segredos, boas e piores companhias!
Vinda de Alcântara num segundo eléctrico E15 dos pequenos a "abarrotar" de gente, desembarquei na Praça do Comércio, em direcção ao Cais das Colunas. Sim, fui ao concerto beira-rio de Pedro Castanheira "Lisboa Em Si" esta sexta-feira passada, e a maioria foi unânime: valeu sobretudo pelo colectivo humano junto em silêncio nesta composição "urbana".
E é nos reencontros que cada vez mais sinto esta vontade conjunta de que as coisas aconteçam.
Não se muda todo um modo de ser de um momento para o outro, nem me parece que isso fosse desejável por inteiro.
Re_começar de dentro para fora.
Já diz o ditado "quem não se queixa não é filho de boa gente"!
Vinda de Alcântara num segundo eléctrico E15 dos pequenos a "abarrotar" de gente, desembarquei na Praça do Comércio, em direcção ao Cais das Colunas. Sim, fui ao concerto beira-rio de Pedro Castanheira "Lisboa Em Si" esta sexta-feira passada, e a maioria foi unânime: valeu sobretudo pelo colectivo humano junto em silêncio nesta composição "urbana".
E é nos reencontros que cada vez mais sinto esta vontade conjunta de que as coisas aconteçam.
Não se muda todo um modo de ser de um momento para o outro, nem me parece que isso fosse desejável por inteiro.
Re_começar de dentro para fora.
Já diz o ditado "quem não se queixa não é filho de boa gente"!
terça-feira, 18 de junho de 2013
ORA ABÓBORA!
O meu espaço de hoje vem alertar para uma questão localizada mas importante.
Lembram-se de passar por algumas estradas e vias rápidas de Lisboa e arredores e ali ver couves plantadas a 90km hora? Ou de passar por outros recantos baldios com pequenas hortas e uma ou outra árvore de fruto?
Pois se passarem pela Graça (Lisboa), como quem quer descer, na direcção do Miradouro da Senhora do Monte, vão dar com a Horta do Monte.
Ao que parece:
"O terreno onde se situa a Horta do Monte foi incluído na EMPREITADA. – CONSTRUÇÃO DO JARDIM DA CERCA DA GRAÇA – que prevê a total destruição da Horta do Monte para a substituir por um relvado!"
(...)
Não houve discussão pública nem houve consideração pelo projecto existente no terreno. Mantemos uma atitude de receptividade e abertura. Consideramos que o nosso projecto pode ser enquadrado no Jardim da Cerca da Graça, representando uma mais valia para a comunidade ao nível social, cultural, ambiental e pedagógico.
O modelo de requalificação proposto pela CML através da proposta de Parque Hortícola da Graça, adapta-se às necessidades das hortas urbanas tradicionais – com talhões de cultivo individuais – mas não é compatível com o projecto de cultivo colectivo.
Lembram-se de passar por algumas estradas e vias rápidas de Lisboa e arredores e ali ver couves plantadas a 90km hora? Ou de passar por outros recantos baldios com pequenas hortas e uma ou outra árvore de fruto?
Pois se passarem pela Graça (Lisboa), como quem quer descer, na direcção do Miradouro da Senhora do Monte, vão dar com a Horta do Monte.
Ao que parece:
"O terreno onde se situa a Horta do Monte foi incluído na EMPREITADA. – CONSTRUÇÃO DO JARDIM DA CERCA DA GRAÇA – que prevê a total destruição da Horta do Monte para a substituir por um relvado!"
(...)
Não houve discussão pública nem houve consideração pelo projecto existente no terreno. Mantemos uma atitude de receptividade e abertura. Consideramos que o nosso projecto pode ser enquadrado no Jardim da Cerca da Graça, representando uma mais valia para a comunidade ao nível social, cultural, ambiental e pedagógico.
O modelo de requalificação proposto pela CML através da proposta de Parque Hortícola da Graça, adapta-se às necessidades das hortas urbanas tradicionais – com talhões de cultivo individuais – mas não é compatível com o projecto de cultivo colectivo.
(...)
A empreitada já está a decorrer e, apesar dos nossos esforços, não houve negociação no sentido de integrar a Horta do Monte no projecto."
A estas citações retiradas do seguinte endereço - http://hortadomonte.blogspot.pt/ - está também disponível uma petição.
Lembra-me o excesso de zelo por parte da ASAE aqui há um par de anos creio, altura em que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica fechou inúmeros estabelecimentos. Quiseram até acabar com as garrafinhas de azeite das tasquinhas e restaurantes e substituí-las por embalagens individuais!
O que eu quero dizer é que eu acho importante ouvir, saber o que as pessoas precisam, incluir, renovar, e não somente destruir e construir de raiz para mostrar trabalho feito.
Numa altura em que algumas pessoas retornam ao colectivo no bom sentido, é preciso dialogar e saber como apoiar.
Um relvado ou uma horta? É bastante mais do que isso!
A empreitada já está a decorrer e, apesar dos nossos esforços, não houve negociação no sentido de integrar a Horta do Monte no projecto."
A estas citações retiradas do seguinte endereço - http://hortadomonte.blogspot.pt/ - está também disponível uma petição.
Lembra-me o excesso de zelo por parte da ASAE aqui há um par de anos creio, altura em que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica fechou inúmeros estabelecimentos. Quiseram até acabar com as garrafinhas de azeite das tasquinhas e restaurantes e substituí-las por embalagens individuais!
O que eu quero dizer é que eu acho importante ouvir, saber o que as pessoas precisam, incluir, renovar, e não somente destruir e construir de raiz para mostrar trabalho feito.
Numa altura em que algumas pessoas retornam ao colectivo no bom sentido, é preciso dialogar e saber como apoiar.
Um relvado ou uma horta? É bastante mais do que isso!
domingo, 16 de junho de 2013
Domingo
Estamos em pleno Junho e há pouco choveu.
Cheira a terra molhada, os ecos dos arraiais já se deitaram e nem quer parecer que foi um dia de sol, calor e algum vento.
Nas margens de um dos lagos dos belos jardins da Gulbenkian, o quadro vivo de Renoir.
No relvado dois pequenos jogam à bola com os pais, um, aflito, faz xi-xi para uma árvore.
Há novas passagens secretas e recantos, espelhos de água e aves fugazes.
Lá dentro os desenhos de Emmerico Nunes (pintor, ilustrador e caricaturista Português), frequentemente bem acompanhados pelo fiel amigo do homem.
Cheira a terra molhada, os ecos dos arraiais já se deitaram e nem quer parecer que foi um dia de sol, calor e algum vento.
Nas margens de um dos lagos dos belos jardins da Gulbenkian, o quadro vivo de Renoir.
No relvado dois pequenos jogam à bola com os pais, um, aflito, faz xi-xi para uma árvore.
Há novas passagens secretas e recantos, espelhos de água e aves fugazes.
Lá dentro os desenhos de Emmerico Nunes (pintor, ilustrador e caricaturista Português), frequentemente bem acompanhados pelo fiel amigo do homem.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Quem tem medo?
E de repente estava eu no Ateneu de Lisboa a ouvir pela primeira vez "O Quarto Fantasma", uma boa batida forte.
Sobre si, o grupo diz ser "um trio de Lisboa de rock experimental, principalmente instrumental, que explora várias dinâmicas musicais, do quase silêncio até intensas explosões de som."
A conhecer.
(http://oquartofantasma.bandcamp.com/)
O meu irmão tocava bateria, era uma Yamaha branca, acho! Tenho de lhe perguntar o que é feito dela!
Suponho que nos anos 80 muitos dos rapazes sonhavam em ter uma banda e vestir blusão de cabedal, outros em fazer animação e poder entrar nos salões de jogos, e as raparigas, queriam ser as vocalistas ou então actrizes!
Vê-se nos maneirismos essa mesma juventude apesar do passar dos anos, e fazer acontecer, estar, recomeçar, acreditar, ter medo, superar, é esse o pulsar próprio daquele que vive.
Sobre si, o grupo diz ser "um trio de Lisboa de rock experimental, principalmente instrumental, que explora várias dinâmicas musicais, do quase silêncio até intensas explosões de som."
A conhecer.
(http://oquartofantasma.bandcamp.com/)
O meu irmão tocava bateria, era uma Yamaha branca, acho! Tenho de lhe perguntar o que é feito dela!
Suponho que nos anos 80 muitos dos rapazes sonhavam em ter uma banda e vestir blusão de cabedal, outros em fazer animação e poder entrar nos salões de jogos, e as raparigas, queriam ser as vocalistas ou então actrizes!
Vê-se nos maneirismos essa mesma juventude apesar do passar dos anos, e fazer acontecer, estar, recomeçar, acreditar, ter medo, superar, é esse o pulsar próprio daquele que vive.
Luz, Sombra e Tempo - último dia!
Convido a quem ler isto e só até às 19h de hoje, a passar pela Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e ver a exposição de Desenho de Sara Antunes intitulada "Luz, Sombra e Tempo".
Sobre a mesma o Professor Artur Ramos escreve a determinado momento: "Contemplou a luz feita de tempo e descobriu como a duração pode ser reveladora e confidente."
Lembrei-me de imediato do livro "Poema à Duração" de Peter Handke e consequentemente da Joana Craveiro (actriz/encenadora do Teatro do Vestido).
Parabéns a cada um, pela concretização das suas conquistas
| Bandeira - 4 desenhos, carvão s/ papel, 59.5 x 84 cm (cada), 2012 |
Sobre a mesma o Professor Artur Ramos escreve a determinado momento: "Contemplou a luz feita de tempo e descobriu como a duração pode ser reveladora e confidente."
Lembrei-me de imediato do livro "Poema à Duração" de Peter Handke e consequentemente da Joana Craveiro (actriz/encenadora do Teatro do Vestido).
Parabéns a cada um, pela concretização das suas conquistas
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Santo António Popular
Ó meu Rico Santo António
Aqui te encomendo neste dia
O meu pedido expresso
Em feriado de alegria
As sardinhas já as tenho
E os passeios engalanados,
Falta-me aquilo que sabes
Por calçadas e socalcos
Amanhã é outro dia
Há que regar manjericos
Dos fetos e sardinheiras
Todos eles aos "bebericos"
Tenho de ir mas não te esqueças
Do meu pedido singelo
Faz da água pão e vinho
E do partido, inteiro!
Aqui te encomendo neste dia
O meu pedido expresso
Em feriado de alegria
As sardinhas já as tenho
E os passeios engalanados,
Falta-me aquilo que sabes
Por calçadas e socalcos
Amanhã é outro dia
Há que regar manjericos
Dos fetos e sardinheiras
Todos eles aos "bebericos"
Tenho de ir mas não te esqueças
Do meu pedido singelo
Faz da água pão e vinho
E do partido, inteiro!
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