quinta-feira, 23 de junho de 2016

EU COMO UVAS NO METRO SEM PUDORES, ELA NÃO

Come como que a pedir licença o seu... escondido... na lata, na mão, embrulhado no guardanapo de papel _ o biscoito!
Tudo sob o olhar atento e escrupuloso, por detrás dos óculos; de quem parece não gostar de fazer migalhas.

THE KING OF THE SUB

Red leather jacket and trousers, blue denim shirt, brown skin, yellow hair, dark absent little round eyes and on his neck the music floated mellifluosly from the headphones.
He's the King of the Sub, his hands hanging from the hand upper support, standing in the middle of the carriage.
The morning nirvana travels in the Green Line!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

REMÉDIO

Remédio para as coisas más *

Revejo fotos de há uns anos, dos pequenos acabados de nascer, e depois ainda pequeninos. Da família e dos amigos de sempre.
Fotos de papéis, de elementos da natureza, de coisas diversas que me chamam a atenção, de momentos específicos, de carros e de cães!

Concentremo-nos no Licão, que nos últimos dias nos tem preocupado, cuja idade e cuidados denotam uma ternurenta velhice!



Entretanto hoje conheci o Rex, grande, preto, bonito, a coxear um pouco dada a idade e os problemas de coração.
Noutro dia conheci o pequeno Gaspar ou Gasparzinho, também ele preto e cujas patas brancas mais parecem meias.
E hoje ainda revi a Linda, como que 4 olhos, pêlo de múltiplas cores, e um ar calmo e encantador de quem reconhece que tem uma bela dona depois de um passado longínquo de abandono.

terça-feira, 14 de junho de 2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016

SANTO ANTÓNIO JÁ SE ACABOU

Este ano não andei a palmilhar as ruas bairristas da capital portuguesa.
Este ano a sardinha foi até mim transmutada em favas em boa companhia.
Este ano o Santo António quis sol mas sem turistas.

Viva os Arraiais.
Viva o descanso.
Viva o dançar até cair para o lado.
Viva a febra, a sardinha no pão, a imperial e as excentricidades alimentares.
Viva a dieta mediterrânica.
Viva a família, os amigos, e os bons desconhecidos.
Viva os animais e as plantas.
Viva o Santo António, o Europeu 2016 e a Paz no Mundo.
Viva!

domingo, 5 de junho de 2016

O SALTO

Estou eu toda contente a ver as últimas mensagens do meu correio electrónico, cheio até mais não, e ao qual muito dificilmente consegui apagar uns bons mégas, a ver-me em cima de um mini trampolim aos saltos com outro dos Mouradores de nome Pedro que comigo partilharam o TRAMPOLIM GERADOR # 3, na Mouraria, quando dou outro tipo de salto.


Foto de Elisa Azevedo


É domingo à noite, e o barulhão na rua faz-me abrir de imediato a porta da varanda. Como eu mais outros. Vi de relance uma carrinha branca na bisga a fugir. Procuro, procuro, e só depois de uma ou outra pessoa lamentarem não terem tido tempo para ver a matrícula é que percebo que um Smart ali estacionado ficou sem um pedaço do parachoques traseiro!

Não, não é nada bonito, é lamentável. 
No entanto ultimamente, sinto da parte de alguns uma espécie de medo, das coisas, do que possa acontecer. Numa espécie de surdina. Noutros vejo a coragem para enfrentar as coisas boas e menos boas. De igual modo.

Ontem na masterclass da companhia de teatro belga TgStan no TNDMII ouvi-os falar acerca de si, de como pensam e propõem todo o seu trabalho, de como o questionam, de como se aceitam, de amor. 
(Vi amor ao lembrar o nosso Cerejal na ESTC há mais de uma década atrás.)
Porque em teatro tudo pode acontecer.
Porque na vida estamos em escuta constante, digo.
Porque o mais difícil é mesmo dar o exemplo.

Dar o salto, virar as pernas para o ar ou dar um trambulhão. Exercitar.




quarta-feira, 25 de maio de 2016

INSÓLITOS

Às vezes os insólitos acontecem.

Ontem foi um dos bons.
Ia sentada no meu banco, no metro, e do outro lado um senhor fala ao telemóvel (não muito alto mas perfeitamente audível) e pede um ramo de rosas, com cartão, como parece ser seu hábito. Disse que estava nos transportes e que daí a 30 minutos o iria buscar.
Acho que foi a primeira vez que assisti a algo assim. 
Não conta por isso as rosas vendidas pelos indianos noite dentro!

Ainda noutro dia descobri um outro facto para mim até então completamente impensável.
Descobri que os cachorros também têm dentição de leite, tal como os humanos. Deve ser muito curioso e até preocupante para um quatro patas ter um dente a abanar sem ninguém que lhe explique esse mistério da vida.

Quanto ao dia de hoje, ia eu no meu caminho, e uma mulher de pele clara, relativamente jovem atravessa a estrada de cabeça coberta, como uma muçulmana mas sem o parecer efectivamente. Começa a invectivar em voz alta, em inglês, e percebo que se dirige a mim enquanto atravesso a estrada um pouco mais adiante. Sigo. Deixo o tuk tuk passar. "...you in the pink shirt..." Sinto uma mão ameaçadora no meu ombro. Olho os olhos azuis. Qualquer coisa de alguém que se sente injustiçado e que clama por acção. Está para lá, na loucura. 
...
Sigo!

Por último, alguém leu os meus posts na China!
“nǐ hǎo”
Quem?